Módulo 3 - 25 de MarçoAvaliação e Intervenção na Adolescência e Idade Adulta 

O terceiro módulo desta formação pretende abordar a especificidade da avaliação de diagnóstico e intervenção das Perturbações do Espectro do Autismo, na adolescência e idade adulta.

Os desafios e preocupações típicas da adolescência para um jovem com PEA não são diferentes daquelas que têm os outros jovens, contudo, podem ser muito mais confusos e difíceis, considerando o impacto das características PEA. O relacionamento social, o autoconceito e identidade, a sexualidade, a autonomia e a transição para a vida adulta serão temas abordados. Relativamente à integração escolar, necessariamente, uma das áreas da vida dos adolescentes, serão referidas algumas estratégias úteis para o seu sucesso educativo, bem como os diferentes percursos educativos que as suas necessidades exigem.

Durante a adolescência e a vida adulta, as características das PEA poderão causar prejuízo significativo no funcionamento da pessoa e contribuir para o aparecimento de outros quadros psicopatológicos, sendo muito frequente a co-morbilidade com quadros de Ansiedade e Depressão. Neste módulo procuraremos abordar as especificidades relacionadas com a identificação e diagnóstico destes quadros, assim como as adaptações necessárias às intervenções psicoterapêuticas em populações com PEA. As diferenças entre géneros na manifestação das PEA, bem como as diferenças em função da severidade serão abordadas de forma a facilitar a identificação de PEA em fases mais tardias do desenvolvimento.

Procuraremos responder à questão: Como é que as PEA se apresentam na vida adulta e nos diferentes momentos de transição (e.g., entrada na Universidade, emprego, relações, etc.)? As características nucleares observadas nas PEA parecem apresentar características diferentes na pessoa adulta. Para além disso verifica-se em algumas pessoas com uma PEA a ausência de alguns comportamentos mais característicos tal como observado na infância e adolescência. Como os instrumentos de avaliação podem ser adaptados para responder a esta especificidade da avaliação das PEA será também um tema abordado.

Considerando estas etapas do ciclo de vida, torna-se essencial pensar em intervenções que contemplem a definição de projetos de vida que permitam à pessoa com PEA ser autónoma, promovendo o desenvolvimento das suas competências sociais e pessoais.

FORMADORES

Inês Leitão

Licenciada em Psicologia (variante Psicologia Clínica Cognitivo-Comportamental, Cognitiva e Sistémica) pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Pós-graduada em Psicoterapia e Aconselhamenro com crianças e adolescentes pela Associação Portuguesa de Terapia Comportamental e Cognitiva (APTCC). As suas principais áreas de investimento e especialização são a avaliação e intervenção nas perturbações do espectro do autismo, particularmente a Síndrome de Asperger. Neste âmbito, tem investido na compreensão e investigação da Síndrome de Asperger em geral e especificamente na sua manifestação no sexo feminino, bem como nas perturbações alimentares associadas às perturbações do espectro do autismo.

Pedro Rodrigues

Licenciado em Psicologia Clinica e de Aconselhamento e Mestre em Terapias Comportamentais e Cognitivas, pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Doutor em Psicologia Clínica e da Saúde pelo Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). Professor Auxiliar no departamento de Psicologia do Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT), nas unidades curriculares de Métodos de Investigação I e II, Psicologia da Perceção, Atenção e Memória, Introdução à Neuropsicologia e Psicologia Geral, e coordenador do serviço de Avaliação Psicológica no mesmo instituto. Tem participado em diversos projetos de investigação nacionais e internacionais na área das ciências da saúde e ciências psicológicas, nomeadamente, em avaliação neuropsicológica e construção e validação de instrumentos de avaliação com jovens e adultos, fobia social e treino de competências sociais em jovens. Tem uma vasta prática clinica exercida em contexto hospitalar com intervenções psicológicas empiricamente validadas. É Mediador de Conflitos e Familiar certificado pela Associação de Mediadores de Conflitos. As suas principais áreas de intervenção são a avaliação e intervenção nas perturbações do espetro do autismo em geral e mais especificamente na população jovem adulta/adulta.

Ivo Pinto

Mestre em Psicologia Clínica na Universidade Lusíada do Porto

Pós-graduado em Avaliação e Intervenção com crianças e adolescentes

Supervisão Clínica em Terapia Cognitivo-Comportamental pela Associação Portuguesa de Terapias do Comportamento

Cursos de formação certificada: Programa Indredible Years® - Líder de Grupos de Pais; Programa "Mais Família, Mais Jovem" - Líder de grupos de pais para treino de competências parentais com adolescentes; "Program for the Education and Enrichment of Relational Skills" - UCLA PEERS® - Treino de Competências Sociais em Adolescentes com Perturbação do Espetro do Autismo;

PIN - Núcleo de Perturbações do Espetro do Autismo e Défices Cognitivos